Apresentação
Há hoje no Brasil cerca de 220 povos indígenas, originários dos mais de 1000 que aqui viviam na época do descobrimento. Representam uma população de aproximadamente 370 mil indivíduos, que falam mais de 180 línguas diferentes. A maior parte desta população vive em aldeias situadas dentro de terras coletivas, declaradas pelo governo federal para seu usufruto exclusivo. São as chamadas Terras Indígenas, somam 583 unidades de extensões variadas e estão localizadas em todo território nacional.
Na Amazônia Legal vive 60% da população indígena e é nesta região que se concentra a maior extensão em área demarcada. As Terras Indígenas são fundamentais para a preservação do patrimônio cultural do país e têm enorme relevância na questão da conservação ambiental. Pesquisas mostram que há maior potencial de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável em Terras Indígenas do que em outras unidades de conservação.
O governo federal tenta organizar um serviço de atendimento básico à saúde das populações indígenas através da criação de Distritos Sanitários de Saúde Indígena (DSEI). As dificuldades são enormes, envolvem desde questões operacionais relacionadas ao acesso às comunidades, até a dificuldade de encontrar profissionais da área médica dispostos a viverem em regiões tão isoladas.
A organização Expedicionários da Saúde reúne voluntários que podem contribuir para a melhoria deste serviço. Sabemos que uma parcela grande da população médica brasileira vive um dilema, pois enquanto de um lado trabalha com medicina de ponta em grandes centros médicos, de outro é testemunha da precária situação de atendimento à saúde disponibilizado para a maioria. Intervir nesta situação é um desafio, porém a necessidade de atuar na melhoria da qualidade de vida comum é uma realidade para muitos. Esse sentimento de responsabilidade por ações de defesa de interesses coletivos e um comprometimento com a busca de resultados efetivos une os profissionais ligados à Expedicionários da Saúde.